Dor não se compara.

Atualizado: 20 de jun. de 2019

Comparar um objeto material é fácil pois podemos definir referências, características e medidas de forma precisa, mas quando o objeto de comparação é abstrato fica complicado.


Como podemos comparar coisas abstratas com precisão? Tomemos a dor física como exemplo, quando estamos no hospital e perguntam o quanto de dor estamos sentindo em uma escala de 1 a 5, eles querem saber a nossa percepção da dor que sentimos, portanto dor física não pode ser medida precisamente, pois é abstrata, e também varia de acordo com a percepção individual.


Quando o assunto são emoções e sentimentos isso se torna uma tarefa quase impossível. Toda dor emocional não processada, fica guardada no inconsciente em uma “caixinha” que chamaremos de “complexos”, cada complexo tem uma palavra ou um grupo de palavras associadas a ele, por exemplo:


Tudo relacionado a emoções de perda mal processada, ficam armazenadas na caixinha do complexo de perda no inconsciente, e quando acontece uma nova perda, essa caixinha é aberta inundando nosso consciente de emoções de perdas antigas, daí vem as “reações exageradas” que temos. O fim de um namoro pode ser bastante doloroso mesmo sabendo que não estávamos felizes na relação, pois você sofre não só por esse término, mas pelo histórico de “perdas”.


Se é quase impossível avaliar a dor emocional em nós mesmos, imagine avaliar a dor no próximo que tem complexos e percepções diferente dos nossos?


Avaliar ou comparar a dor emocional de alguém é simplesmente projetar a nossa percepção na dor dos outros, criando uma ideia bastante equivocada da realidade. Se não conseguimos lidar com os nossos complexos como julgar os dos outros?


Por isso é tão importante evitar julgar e emitir críticas destrutivas a si mesmo ou ao próximo, pois as reações aos acontecimentos são apenas o topo do iceberg de uma caixinha aberta com emoções que precisam ser processadas.


Reprimir não será a solução pois vamos criar “bombas relógio”, por isso é sugerido o autoconhecimento para reconhecer e identificar esses complexos e depois tratá-los antes que “explodam” em atitudes excessivas inconscientes.


O Anjo com Amnésia recomenda a prática e promoção da gentileza nesse processo de cura dos nossos complexos, pois sendo gentil e valorizando o próximo, praticamos o auto amor tão necessário no tratamento dos nossos complexos interiores.